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      Ana Cañas concilia ‘feminejo’, baladas e ecos de Belchior e Dylan em álbum para o ‘mercado comum da vida humana’
      Ana Cañas concilia ‘feminejo’, baladas e ecos de Belchior e Dylan em álbum para o ‘mercado comum da vida humana’ (Foto: Reprodução)

      Ana Cañas assina dez das onze músicas que compõem o repertório inteiramente inédito do álbum ‘Vida real’ Fernando Furtado / Divulgação ♫ OPINIÃO SOBRE DISCO Título: Vida real Artista: Ana Cañas Cotação: ★ ★ ★ ♬ “O que é uma vida de artista / No mercado comum da vida humana?”, perguntou Sueli Costa (1943 – 2023), através de verso do poeta Abel Silva, na letra de Vida de artista, canção gravada em 1978 pela compositora e por Gal Costa (1945 – 2022). Vida real – álbum lançado ontem, 4 de abril, por Ana Cañas – de certa forma embute essa resposta ao longo de 11 faixas pautadas pela diversidade. Trata-se do primeiro disco da cantora, compositora e instrumentista paulistana após o ciclo vitorioso de turnê que, a reboque do cancioneiro de Belchior (1946 – 2017), repôs Cañas no mainstream – universo no qual a artista debutou em 2007 como grande aposta da gravadora Sony Music – com 180 shows apresentados em todo o Brasil para plateias arrebatadas. Seria ingênuo pensar que o estouro da turnê não impactou o álbum em que Cañas apresenta dez inéditas canções autorais –compostas sem parceiros – e dá voz a uma música também inédita, O que eu só vejo em você, da lavra de Nando Reis, compositor presente na trajetória da cantora com o dueto Pra você guardei o amor (2009). Ana Cañas canta Belchior: cantora se apresentou no Theatro 4 de setembro Em bom português, espera-se que a Ana Cañas de Vida real dê uma resposta ao mercado que a cantora do anterior álbum autoral, Todxs (2018), não precisava dar porque, na época, inexistiam expectativas comerciais sobre o trabalho da artista. Até porque agora há um empresário forte no agenciamento dos shows de Cañas, Fernando Furtado, nome ligado à trajetória do Skank. Sintomaticamente, quem assina a produção musical do álbum Vida real (Soul Rica Records) é Dudu Marote, celebrado por ter dado forma a álbuns blockbusters do grupo mineiro nos anos 1990. Ao produzir Vida real, Marote conseguiu dar certa unidade a um álbum que paquera diversos mundos musicais. Há o aceno para o feminejo em Amiga, se liga, música criada com inspiração na obra de Marília Mendonça (1995 – 2021) e gravada por Cañas com Roberta Miranda, primeira mulher a se firmar como compositora no universo sertanejo. Há o flerte forçosamente sensual com Ney Matogrosso em Derreti. Há o encontro com Ivete Sangalo em Brigadeiro e café, faixa que serve pop requentado para o mainstream. Há o toque pop de piseiro em Quero um love, faixa que também tem algo de reggae. E há, na abertura do álbum, a música-título Vida real, inimaginável reprodução do estilo do som folk do Bob Dylan da década de 1960 com ecos da música de Belchior. Cañas canta e toca gaita na faixa. Capa do álbum ‘Vida real’, de Ana Cañas Fernando Furtado Na segunda metade do disco, há as baladas de espírito folk, levadas ao violão. Cicatriz, confessional e introspectiva, se destaca nessa seara em que também há Vai passar – faixa mais exteriorizada escrita com versos motivacionais e produzida por Rodrigo Sanches – e há Voa. “A liberdade é a mãe das que sonham”, sentencia Ana Cañas em verso enfatizado no canto de Toda mulher é além, balada estradeira que evoca o universo country-folk e que se conecta com a ideologia feminista do cancioneiro do já mencionado álbum anterior Todxs. No ponto final do disco, há a emoção real de Do lado de lá, canção íntima e pessoal composta por Ana por ocasião da morte do irmão da artista, Leandro Cañas, vítima de afogamento em agosto de 2013, aos breves 24 anos. “Não há tempo que volte, amor”, canta Ana Cañas ao dar voz à música mediana em que Nando Reis cita o verso de Lulu Santos no hit Tempos modernos (1982). De fato, o tempo espera por ninguém. Com o álbum Vida real, Ana Cañas procura se conectar com os sons de hoje sem anular a alma, a essência e a identidade da artista no mercado comum da vida humana.